É com imensa alegria e orgulho que parabenizo meu esposo pela conclusão de seu curso Licenciatura em História. Sei o quanto exige de dedicação e superação concluir um curso superior.
Parabéns Rato, logo serei eu, assim seremos exemplos para nossa filha. Te amo!
quinta-feira, agosto 26, 2010
sábado, agosto 21, 2010
UM NOVO DESAFIO
Como já era de se imaginar comecei o novo semestre com uma bomba para desativar, a produção do TCC. O inicio sempre é difícil, pois nunca fiz um trabalho deste nivel, mas se até agora consegui atingir os abjetivos do curso com certeza conseguirei de novo. Espero aprender muito com meu TCC e refletir sobre minhas mudanças como professora, objetivo maior quando nos qualificamos.
Espero ter a ajuda e inspiração da minha ajudante que tanto me ajudou no estágio.

1ª foto Lu, Sentada para colar figuras em meu cartaz;
2ª foto, Lu realizando a experiência do feijão para a cadeira eletiva de Ciências.
Obrigada Lu, és meu exemplo de força e superação, por ti sigo em frente, minha filha amada.
segunda-feira, julho 05, 2010
Desestrutura Educacional
O estágio marcou meu retorno à sala de aula após quatro anos afastada, trabalhando em setor
Em minha proposta para o estágio pensei utilizar muitas inovações docentes com o uso de tecnologias que vimos no decorrer da graduação, enfim uma mudança na minha prática pedagógica. Mas nem tudo transcorreu como planejei: minha escola não contava mais com a sala de informática. Foi um duro impacto para mim, pois o uso de tecnologias, tão solicitado em nosso estágio, estava ameaçado, mudar de escola estava fora de meus planos, pois se o curso é para qualificar a realidade das escolas preciso colocar em prática as aprendizagens em minha comunidade escolar de acordo com a realidade que tenho. Relutei muito em continuar mantendo o uso de computadores em meu planejamento, mas, após acomodar minha frustração segui adiante com outras possibilidades, afinal como nos coloca Freire em sua obra “Pedagogia da autonomia” (1996), a tecnologia faz parte da evolução, é necessária, não adianta negarmos:”. (...) não diviniza a tecnologia, mas, não a diaboliza.” E as alternativas para o problema vieram surgindo a cada dia e pude reverter a falta de recursos usando criatividade e superação.
Em minha proposta para o estágio pensei utilizar muitas inovações docentes com o uso de tecnologias que vimos no decorrer da graduação, enfim uma mudança na minha prática pedagógica. Mas nem tudo transcorreu como planejei: minha escola não contava mais com a sala de informática. Foi um duro impacto para mim, pois o uso de tecnologias, tão solicitado em nosso estágio, estava ameaçado, mudar de escola estava fora de meus planos, pois se o curso é para qualificar a realidade das escolas preciso colocar em prática as aprendizagens em minha comunidade escolar de acordo com a realidade que tenho. Relutei muito em continuar mantendo o uso de computadores em meu planejamento, mas, após acomodar minha frustração segui adiante com outras possibilidades, afinal como nos coloca Freire em sua obra “Pedagogia da autonomia” (1996), a tecnologia faz parte da evolução, é necessária, não adianta negarmos:”. (...) não diviniza a tecnologia, mas, não a diaboliza.” E as alternativas para o problema vieram surgindo a cada dia e pude reverter a falta de recursos usando criatividade e superação.
segunda-feira, junho 28, 2010
Reflexões sobre o estágio
O que de mais significativo ficlou do meu estágio: A proposta primordial para meu estágio foi de trabalhar com os alunos de forma cooperativa e interativa, porém descobri que o maior empecilho para isto era a aceitação de algumas colegas professoras. Fui, após vinte anos de trabalho nesta escola, considerada uma ótima professora com um notável “domínio de classe”, conversando com uma colega e esta me colocou que a turma estava muito agitada comigo, que não eram assim com minha colega titular que tínhamos que dar uma dura neles. Confesso que levei um susto ao ouvir estas palavras, vindas de uma colega graduada em Pedagogia, logo ela que sempre citou falas de teóricos defensores do construtivismo, cheguei à conclusão que fazer citações teóricas é fácil, difícil é acreditar e praticá-las. Explícito mais o ocorrido em minha postagem anterior.
Então coloco que minha principal aprendizagem foi a de que só se aprende interagindo, trocando informações, pesquisando e que isto gera desacomodação, barulho, descobri também que o maior obstáculo está na estrutura educacional aceitar isto como natural e necessário. Silêncio Nem sempre gera aprendizagem e que “barulho” nem sempre é bagunça e pode gerar aprendizagem.
Este obstáculo citado por mim foi com certeza mais relevante em meu estágio do que a própria falta de estrutura e recursos nas escolas públicas, principalmente as estaduais. Foi um fato que me fez refletir sobre a professora Alexandra antes do PEAD e após este e fico com a segunda profissional.
Então coloco que minha principal aprendizagem foi a de que só se aprende interagindo, trocando informações, pesquisando e que isto gera desacomodação, barulho, descobri também que o maior obstáculo está na estrutura educacional aceitar isto como natural e necessário. Silêncio Nem sempre gera aprendizagem e que “barulho” nem sempre é bagunça e pode gerar aprendizagem.
Este obstáculo citado por mim foi com certeza mais relevante em meu estágio do que a própria falta de estrutura e recursos nas escolas públicas, principalmente as estaduais. Foi um fato que me fez refletir sobre a professora Alexandra antes do PEAD e após este e fico com a segunda profissional.
segunda-feira, junho 21, 2010
Última semana
Nesta semana meu planejamento não foi pensando com antecedência como os demais, acreditava ter terminado o estágio e após ler alguns emails fiz as contas e faltavam dois dias para o término, resolvi ficar com a turma mais uma semana e não só os dois dias que faltavam, até mesmo pelo fato de que me apeguei muito aos alunos e eles comigo, somente por necessidades pessoais trabalho em setor e não assumo a turma. Resolvi começar a semana com o tema da copa, pois na semana passada dei inicio às atividades e não terminei e como os alunos adoram este tema voltei a ele. E foi muito produtiva a segunda-feira, através das atividades surgiram outras necessidades de temas e seguimos assim, não poderia falar em copa sem situar o continente africano e o Americano, então trabalhei com o globo terrestre, não acreditei quando meus alunos disseram que não conheciam este recurso já que a escola entre os poucos que tem sempre possuiu um globo terrestre. Pensei que teriam que pesquisar sobre a escalação e cores de outros países para responderem as questões, mas que nada sempre tinha um que sabia da resposta e foi assim a aula, dexeio-os bem livres para trabalharem coletivamente. Terminei a aula pedindo que realizassem uma pesquisa sobre a África para a aula seguinte.
Na terça-feira realizei a leitura do livro "Menina Bonita do Laço de Fita" , antes da leitura falei que a personagem principal seria uma menina e pedi que desenhassem a mesma somente depois comecei a leitura, percebi que ninguém desenhou uma criança negra talvez pelo fato de que na maioria das vezes elas são brancas, segundo Santos (Santos, 1997) esta naturalização é o resultado de um longo trabalho discursivo que constituem "a branquidade como natural " (ibid., p.100). Embora ocorram alguns movimentos que visam a valorização da cultura e da identidade negra ‘a branquidade ainda é definida como parâmetro, como o naturalmente natural...’ (Ibid,. p.96). Mas os alunos gostaram da atividade até mesmo os maiores, acharam "diferente" o fato da menina do livro ser negra, discutimos sobre o livro e o racismo, após ilustraram a história. Depois voltamos aos resultados da pesquisa solicitada na aula anterior, somente três alunos haviam conseguido realizar a atividade, mas não pude reclamar foi muito pouco tempo, mas os resultados foram ótimos, falaram até do apartheid e me surpreenderam sabendo do que falavam. a turma ficou muito concentrada no relato dos colegas.
Na quarta-feira aproveitei o interesse dos alunos devido à copa e trabalhei a chegada dos negros no RS e como vivem hoje e os Continentes, dando ênfase ao Americano e o Africano. Acredito que o tema sobre a valorização negra não deva ser abordado somente em datas específicas, e esta copa foi um ótimo momento para isto. Santomé (1995), escrevendo sobre o currículo e as instituições escolares crítica a visível carência de experiências e reflexões para uma educação anti-racista nas salas de aula.
Na quinta-feira como de costume o trabalho na Lan foi muito tranqüilo, como todos os alunos já haviam ido fiz um sorteio escolhendo um aluno de cada grupo.
Na sexta-feira tive que segurar a emoção pois meus alunos fizeram uma festa "surpresa"(eles acreditavam que eu não sabia) para mim e foi maravilhoso o encerramento de meu estágio.Como trabalho na equipe diretiva da escola, com certeza estarei toda semana vendo minha turma de estágio.
Na terça-feira realizei a leitura do livro "Menina Bonita do Laço de Fita" , antes da leitura falei que a personagem principal seria uma menina e pedi que desenhassem a mesma somente depois comecei a leitura, percebi que ninguém desenhou uma criança negra talvez pelo fato de que na maioria das vezes elas são brancas, segundo Santos (Santos, 1997) esta naturalização é o resultado de um longo trabalho discursivo que constituem "a branquidade como natural " (ibid., p.100). Embora ocorram alguns movimentos que visam a valorização da cultura e da identidade negra ‘a branquidade ainda é definida como parâmetro, como o naturalmente natural...’ (Ibid,. p.96). Mas os alunos gostaram da atividade até mesmo os maiores, acharam "diferente" o fato da menina do livro ser negra, discutimos sobre o livro e o racismo, após ilustraram a história. Depois voltamos aos resultados da pesquisa solicitada na aula anterior, somente três alunos haviam conseguido realizar a atividade, mas não pude reclamar foi muito pouco tempo, mas os resultados foram ótimos, falaram até do apartheid e me surpreenderam sabendo do que falavam. a turma ficou muito concentrada no relato dos colegas.
Na quarta-feira aproveitei o interesse dos alunos devido à copa e trabalhei a chegada dos negros no RS e como vivem hoje e os Continentes, dando ênfase ao Americano e o Africano. Acredito que o tema sobre a valorização negra não deva ser abordado somente em datas específicas, e esta copa foi um ótimo momento para isto. Santomé (1995), escrevendo sobre o currículo e as instituições escolares crítica a visível carência de experiências e reflexões para uma educação anti-racista nas salas de aula.
Na quinta-feira como de costume o trabalho na Lan foi muito tranqüilo, como todos os alunos já haviam ido fiz um sorteio escolhendo um aluno de cada grupo.
Na sexta-feira tive que segurar a emoção pois meus alunos fizeram uma festa "surpresa"(eles acreditavam que eu não sabia) para mim e foi maravilhoso o encerramento de meu estágio.Como trabalho na equipe diretiva da escola, com certeza estarei toda semana vendo minha turma de estágio.
segunda-feira, junho 14, 2010
Turma 43 em cena
Nesta semana realizamos dramatização das lendas gaúchas trabalhadas em aula, foi muito legal, os alunos gostaram muito desta atividade, pediram para ser feita a caracterização das personagens, mas como estava em cima do laço deixamos para outra oportunidade. Alguns alunos estavam inibidos, dois negaram-se de participar da encenação, mas não obriguei como foi a primeira vez para eles a encenação é normal a recusa. Gosto muito desta dinâmica, pois nossos alunos precisam expressar-se de diversas maneiras, ato de atuar é importantíssimo aos alunos, através deste os mesmos podem manifestar sentimentos e emoções que no dia a dia ficam inibidos no seu eu.
O teatro ensina divertindo, às vezes brincando; projeta pessoas conscientes, sem inibições, para a concorrência profissional do dia a dia, o saber falar, articular e aprender a arte do improviso: a concentração é o papel fundamental para a vida do ser humano. O teatro nos faz desinibidos para falar em público, assumir os papéis dos personagens, criar gestos, exprimir emoções, aprender, pois para Braga (1987, p.22):
O teatro ensina divertindo, às vezes brincando; projeta pessoas conscientes, sem inibições, para a concorrência profissional do dia a dia, o saber falar, articular e aprender a arte do improviso: a concentração é o papel fundamental para a vida do ser humano. O teatro nos faz desinibidos para falar em público, assumir os papéis dos personagens, criar gestos, exprimir emoções, aprender, pois para Braga (1987, p.22):
Tornou-se comum a prática de atividades que se esgotam em si mesmas,
sem nenhum tipo de reflexão sobre o que está acontecendo, tanto por
parte do professor, como por parte dos alunos. São professores de “artes
plásticas” mandando os alunos fazerem “desenho livre” ou coordenando
a confecção de bandeirinhas para enfeitar as escolas durante as festas
juninas, por exemplo; ou professores de “teatro” dizendo aos alunos para
montarem uma “pecinha” e aplaudindo a apresentação de quadros
copiados de programas humorísticos da TV.
segunda-feira, junho 07, 2010
Acertos
Quando terminou a semana passada, percebi que o assunto trabalhado ainda era fator de interesse dos alunos, sou uma pessoa que não gosto de deixar nada "inacabado" e como professora também tenho esta característica, se meu aluno ainda está interessado no assunto abordado vou até saciá- lo, pois penso que o interesse é naquele momento e se passar por cima deste poderá nunca mais voltar, não me preocupo somente em "vencer" conteúdos, e sim aproveitá- los bem. No fim de semana lembrei-me de um filme que assisti mais ou menos há dez anos atrás e acreditei que teria tudo a ver com o assunto, e por não se tratar de um filme muito infantil chamaria a atenção dos meus alunos, mas não lembrava nem o titulo deste filme, peguei o telefone e comecei a ligar para meus primos da mesma faixa etária e consegui, o nome do filme era Waterworld e problema agora era consegui- lo em DVD fui até a Lan House e pedi que baixasse a cópia, e consegui, no final de domingo já estava com ele em mãos. Meu medo agora era se a sala de vídeo estivesse agendada, liguei para minha vice-diretora e esta me garantiu que eu iria usar, era prioridade. Ufa!!!Na segunda-feira já estavam todos avisados e o responsável pela instalação dos equipamentos não conseguia colocar o som, mas vieram muitos colegas e o ajudaram e com 40 minutos de atraso consegui dar inicio ao trabalho. Desde o inicio percebi que fui muito feliz na escolha deste filme, pois meus alunos se concentraram muito durante sua exibição e fui pausando diversas vezes para comentar cenas que julgava importante o seu entendimento. Neste dia devido ao atraso não fizemos recreio, mas os alunos nem se incomodaram, queriam mesmo ver o final do filme. Notei que meus alunos estavam muito impressionados,parece que se deram conta do que a falta de água implicaria realmente. Fiquei muito emocionada quando no final eles bateram palmas, corri peguei a câmera e pedi que o fizessem novamente, pois gostaria de eternizar aquele momento. Senti que toda correria do fim de semana valeu a pena e o filme abrangeu muito bem o assunto que viemos trabalhando. Pensei que seria uma atividade para dar fim no meu projeto, mas que nada senti a necessidade de dar continuidade, pois o filme despertou muita curiosidade sobre o aquecimento global.
segunda-feira, maio 31, 2010
Valeu a pena
Nesta semana de estágio apliquei muitas técnicas sugeridas pela supervisão, apresentei a fotos tiradas no passeio às fontes de água do município para releitura, atividade sugerida pela tutora Eliane, os alunos ficaram impressionados quando se deram conta de que estas eram do passeio do dia anterior, materializei aqueles momentos, acho que foi esta a surpresa, mas atividade foi um sucesso, confesso que foi nova para mim esta proposta, mas gostei muito dos resultados. Ficou fácil para eles escreverem sobre algo que vivenciaram. Na hora de confeccionar os cartazes com as fotos, alguns grupos pediram mais de uma. Um fato que me marcou nesta aula, foi o avanço dos grupos em se organizarem, estão mais calmos, acho que estão se habituando em trabalhar coletivamente, se acomodando às novas propostas.
Mas o trabalho "pegou fogo" mesmo na aula de educação Física, quando resgatei o conceito de orientação e realizei com a turma o jogo Caça ao tesouro, sugerido pela professora Denise, foi para mim o momento, entre muitos, o mais especial da semana até então, a turma envolveu- se inteiramente no jogo e solucionaram de forma cooperativa os problemas levantados. Observando meus alunos correndo "enlouquecidos", fiquei pensando o que meus colegas estariam pensando da situação, não sabiam do que se tratava, com certeza acharam uma bagunça. Meus alunos correram mesmo, mas eram envolvidos em solucionar os enigmas e achar o tesouro. Interagiram procurando os pontos cardeais e acredito que nesta necessidade, muitos que ainda haviam sistematizado o assunto o fizeram.
Mas o trabalho "pegou fogo" mesmo na aula de educação Física, quando resgatei o conceito de orientação e realizei com a turma o jogo Caça ao tesouro, sugerido pela professora Denise, foi para mim o momento, entre muitos, o mais especial da semana até então, a turma envolveu- se inteiramente no jogo e solucionaram de forma cooperativa os problemas levantados. Observando meus alunos correndo "enlouquecidos", fiquei pensando o que meus colegas estariam pensando da situação, não sabiam do que se tratava, com certeza acharam uma bagunça. Meus alunos correram mesmo, mas eram envolvidos em solucionar os enigmas e achar o tesouro. Interagiram procurando os pontos cardeais e acredito que nesta necessidade, muitos que ainda haviam sistematizado o assunto o fizeram.
Foi uma semana desgastante para mim, correr atrás de ônibus, organizar o passeio, revelar as fotos, confeccionar o material para a Caça ao tesouro, mas os resultados me motivavam a cada dia e como nos coloca Freire, ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.
domingo, maio 23, 2010
Desabafo
No decorrer do nosso curso, vimos que a atualidade pedagógica, visa à construção do conhecimento pelo aluno, que deixa de assumir uma posição estática, de obediência e inferioridade e torna- se sujeito ativo, participativo e crítico no processo de ensino.
Mas tornar- se um professor mediador, possibilitando todas estas ações não é fácil, não pela relação professor/aluno, mas pela relação professor/professor. Explico: Na segunda- feira, dia 15 de maio passei por situações bem complicadas, diria constrangedoras. Uma colega, pós- graduada na educação, e com uma vasta lista de qualificações e formações, interveio na minha turma, alegando que os alunos estavam "agitados", que com a professora titular não era assim. Levei um susto muito grande, até então era tida na escola como uma professora com pleno domínio de classe, ou melhor, do poder. Fiquei sem reação... nunca esperava ouvir isto depois de vinte anos de experiência docente.
Em casa refletindo, entendo o que está acontecendo... parei de gritar com meus alunos, deixei de ser a detentora do saber e do poder... e agora em minhas aulas há mais movimento, acho que estou melhorando como professora, pelo menos meus alunos me amam, sei disto.
Possuo uma turma onde 45% dos alunos são repetentes na série e estes numa faixa etária dos 12 aos 15 anos. Venho propondo trabalhos que envolvem muito a comunicação e a interação, isto gera conversa, movimento, até certo barulho. Mas confesso que ando saindo da sala como há muito não saía, com a sensação de "dever cumprido". Olho nas paredes e vejo como as produções estão bonitas, o nosso pbworks evoluindo... Não penso mais em exigir que meus alunos sentem alinhados, em silêncio, recebendo informações minhas, isto não leva a nada. Também não posso querer que meus "adolescentes" digam "amém" a tudo que falo...realmente eles, às vezes, discordam de mim, mas com argumentações muito sólidas e coerentes, não tenho mais a pretensão de ser uma ditadora, obedecida integralmente, enfim com ótimo "domínio de classe".
Então as palavras que ouvi da colega serviram de incentivo para mim, tenho convicção do que estou fazendo e pretendendo com isto, refletindo e repensando constantemente sobre minha prática pedagógica. Bases sólidas não são abaladas facilmente.
sexta-feira, maio 21, 2010
INDISCIPLINADOS?????
Fui muito feliz em escolher o assunto principal da semana "Àgua" e como o interesse não estacionou vou colocar em prática no próximo planejamento o projeto que elaborei na interdisciplina de Ciências com alguma reformulação, pois o mesmo foi direcionado para a EJA, mas totalmente adaptável para a quarta série que atuo. Estou bem otimista para os resultados.
Mas penso que o maior desafio para mim foi mesmo na sexta- feira, quando fui formar o grupo para trabalhar na Lan House percebi que os alunos que ainda não haviam ido era o dos meninos mais indisciplinados da turma, a colega titular me aconselhou a modificar a escalação, mas não aceitei a sugestão, se eram eles seriam eles, que bom que tive esta posição, claro que saíram da escola a mil, mas fui conversando com eles, explicando que o trabalho era sério e que a postura na Lan House era a mesma da escola, pois muitas pessoas usariam este local conosco. Mas não tive nenhum contratempo com o grupo, quatro dos seis alunos estavam muito bem adaptados ao ambiente e pleno domínio da internet, gostaram muito do pbworks, na realidade uma novidade para eles, terminaram tudo bem rapidinho e não acreditaram quando deixei- os jogarem nos seus Orkut, daí fui dar maior atenção aos dois alunos que não dominavam bem o computador. Enfim foi um dos melhores grupos que levei. Quando cheguei à escola relatei isto aà colega titular e às demais, coloquei que seria muito bom se tivéssemos computadores para nossos alunos e que é desleal a evolução das tecnologias e a escola apenas com quadro de giz, um DVD e uma televisão. Realmente o trabalho viria de encontro, principalmente aos alunos que dão "problemas" na escola. E tive uma ótima notícia da coordenadora do CAT, a escola recebeu dezessete computadores para a sala de informática que será ativada novamente, mas acredito que não a tempo de trabalhar no meu estágio, mas mesmo assim será formidável.
Acompanhe nossa ida até a Lan House:
Mas penso que o maior desafio para mim foi mesmo na sexta- feira, quando fui formar o grupo para trabalhar na Lan House percebi que os alunos que ainda não haviam ido era o dos meninos mais indisciplinados da turma, a colega titular me aconselhou a modificar a escalação, mas não aceitei a sugestão, se eram eles seriam eles, que bom que tive esta posição, claro que saíram da escola a mil, mas fui conversando com eles, explicando que o trabalho era sério e que a postura na Lan House era a mesma da escola, pois muitas pessoas usariam este local conosco. Mas não tive nenhum contratempo com o grupo, quatro dos seis alunos estavam muito bem adaptados ao ambiente e pleno domínio da internet, gostaram muito do pbworks, na realidade uma novidade para eles, terminaram tudo bem rapidinho e não acreditaram quando deixei- os jogarem nos seus Orkut, daí fui dar maior atenção aos dois alunos que não dominavam bem o computador. Enfim foi um dos melhores grupos que levei. Quando cheguei à escola relatei isto aà colega titular e às demais, coloquei que seria muito bom se tivéssemos computadores para nossos alunos e que é desleal a evolução das tecnologias e a escola apenas com quadro de giz, um DVD e uma televisão. Realmente o trabalho viria de encontro, principalmente aos alunos que dão "problemas" na escola. E tive uma ótima notícia da coordenadora do CAT, a escola recebeu dezessete computadores para a sala de informática que será ativada novamente, mas acredito que não a tempo de trabalhar no meu estágio, mas mesmo assim será formidável.
Acompanhe nossa ida até a Lan House:
segunda-feira, maio 17, 2010
Estudos Sociais
Percebi que no decorrer do meu estágio estou dando mais ênfase à área de estudos sociais, para construir com meus alunos pré- requisitos para poder então chegar aos conteúdos estipulados pela professora titular para que eu trabalhasse durante o estágio. Noto que mesmo tratando- se de uma 4ª série e com muitos alunos repetentes, a turma traz consigo uma grande dificuldade nesta área, continuo trabalhando a construção do tempo físico sem abordar o tempo histórico, acredito que a noção de tempo é uma das últimas a se configurar na mente da criança, porque é uma das mais complexas, então estou recuando em meu planejamento e atendendo as necessidades dos alunos, pois para Maria Aparecida Bergamaschi: "O planejamento em Estudos sociais, mais do que em qualquer outra área do conhecimento, deve ser flexível". A construção de espaço e tempo deve partir dos comhecimentos e experiências prévias das crianças, partindo da construção dos eu tempo para entender acontecimentos históricos/sociais. A criança deve perceber que ocupa espaço na sociedade e que divide o mesmo com outras pessoas, devendo respeitar regras e construir sua identidade, penso que minhas atividades estão contemplando este ideal. Logo o planejamento de Estudos sociais deve ser sério e conforme Madalena Freire, basear- se no que já sabem os alunos, o que ainda não conhecem, o que deve, quando, onde e como ser ensinado.
quarta-feira, maio 12, 2010
Ansiedade
É impressionante como após vinte anos de docência a sensação que tive ao saber da visita de minha supervisora foi de muita ansiedade e insegurança. Parecia que tudo planejado estava inadequado, que eu não saberia aplicar. Todos me diziam a mesma coisa:_ Macaca velha, com medo! Mas para mim o tempo em que estamos atuando não nos torna bons ou maus professores. E foi assim até o momento em que entrei na minha sala hoje, daí fiquei admirada com minha recuperação emocional, realmente a sala de aula é o meu "chão" e lá eu me sinto a vontade. A manhã foi muito produtiva e o trabalho foi muito tranqüilo e produzimos muito. A visita da profe Denise foi um barato, e confesso que orgulho me deu: uma supervisora da UFRGS, foi inédito na escola. Enfim foi uma manhã de muito trabalho, prazer e realização.
segunda-feira, maio 10, 2010
SATISFAÇÃO
Quinta- feira, fui novamente à Lan House com um novo grupo de alunos, pretendia apresentar o pbworks a eles para que postassem trabalhos em seus respectivos grupos, porém tive uma boa surpresa com a demonstração de intimidade que estes alunos têm com o computador, diferentes do grupo anterior, foram entrando no pbworks, digitando e acabaram a atividade em pouco tempo. Resolvi deixá-los explorarem a internet, na maioria acessaram seus Orkut, todos possuíam um, e me chamavam a todo o momento para me mostrarem fotos de seus amigos, familiares, foi um barato. Mas o mais gratificante mesmo foi no meu regresso para a escola, encontrei no portão de acesso o porteiro e dois colegas professores, quando um deles (que chegou à Lan semana passada para usar um computador enquanto eu trabalhava com meus alunos) falou para os demais: __Esta aí é professora meu... Que categoria. Fiquei muito orgulhosa e respondi: _obrigada colega, é que sou aluna da UFRGS e ele respondeu:_Só podia, tá grandona! Senti que todos os obstáculos e dificuldades que enfrento, fazem sentido, foi isto que senti uma mistura de satisfação e orgulho, mas principalmente que estou no caminho certo.
Confira a ida do segundo grupo a Lan House:
Confira a ida do segundo grupo a Lan House:
sábado, maio 08, 2010
Recursos Já

Tanto a LDB quanto a constituição garantem educação a todos, com qualidade e igualdade. Mas como sempre as leis não são cumpridas integralmente em nosso país.
Percebo a desigualdade quando leio o relato das colegas que realizam seus estágios na rede municipal de alvorada, suas escolas são muito bem equipadas e o acesso à tecnologia é garantido.
Fiquei frustrada nesta segunda-feira, pois trabalhei com a construção de Linhas do Tempo com meus alunos e meu objetivo era usar o programa XTimeline para construção destas linhas, mas não foi possível, na minha escola ainda não conto com nenhum computador e na Lan House não tem este programa, o dono nem sequer o conhece.
Chego a conclusão que mudar não depende somente de nós, estou me esforçando muito para realizar diferentes metodologias e utilizar diversos recursos, mas realmente a falta de estrutura limita meu planejamento.
Percebo que antes do PEAD, isto não fazia muita diferença para mim, mas hoje depois da introdução do uso pedagógico das tecnologias em minha vida quero mais do que sala de aula para meus alunos e é por isto que irei lutar.
Quero recursos na minha escola e percebo que meus colegas vendo-me ir até a Lan House estão mais atentos ao meu trabalho, quem sabe não seja este o caminho?
Irei repassar a direção o endereço do pbworks da turma, sabe-se lá se vendo nosso trabalho não
direcionam maior prioridade à reativação da sala de informática?
Não costumo me entregar a realidade pessimista nem às dificuldades, sempre luto, e remar contra a maré para mim é algo bem freqüente e quase sempre chego aos meus objetivos.
Percebo a desigualdade quando leio o relato das colegas que realizam seus estágios na rede municipal de alvorada, suas escolas são muito bem equipadas e o acesso à tecnologia é garantido.
Fiquei frustrada nesta segunda-feira, pois trabalhei com a construção de Linhas do Tempo com meus alunos e meu objetivo era usar o programa XTimeline para construção destas linhas, mas não foi possível, na minha escola ainda não conto com nenhum computador e na Lan House não tem este programa, o dono nem sequer o conhece.
Chego a conclusão que mudar não depende somente de nós, estou me esforçando muito para realizar diferentes metodologias e utilizar diversos recursos, mas realmente a falta de estrutura limita meu planejamento.
Percebo que antes do PEAD, isto não fazia muita diferença para mim, mas hoje depois da introdução do uso pedagógico das tecnologias em minha vida quero mais do que sala de aula para meus alunos e é por isto que irei lutar.
Quero recursos na minha escola e percebo que meus colegas vendo-me ir até a Lan House estão mais atentos ao meu trabalho, quem sabe não seja este o caminho?
Irei repassar a direção o endereço do pbworks da turma, sabe-se lá se vendo nosso trabalho não
direcionam maior prioridade à reativação da sala de informática?
Não costumo me entregar a realidade pessimista nem às dificuldades, sempre luto, e remar contra a maré para mim é algo bem freqüente e quase sempre chego aos meus objetivos.
segunda-feira, maio 03, 2010
TRABALHO COM ENCARTES
Hoje realizei uma atividade muito legal com encartes, mesmo sabendo que é uma dinâmica bem conhecida, foi a primeira vez que meus alunos trabalharam com este material. Consegui abordar assuntos nas diversas áreas do conhecimento, aspecto este tão relevante para mim, pois para Piaget a interdisciplinaridade seria uma forma de se chegar à transdisciplinaridade, etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas.
Meus alunos criaram cardápios, convidaram pessoas para almoçarem com eles, calcularam gastos e depois racharam a conta com os demais convidados, foi um barato. No final escolheram um presente para suas mães. Cansativo... por não estarem habituados com a atividade exigiram muito de mim, mas valeu à pena!
Um fato que me chamou muito a atenção foram os comentários de alguns alunos, na hora em que exploravam o encarte, sobre o fato de nunca terem podido comprar alguns itens, seus pais alegavam não ter dinheiro. Outros mostravam brinquedos que pediriam no Dia das Crianças, depois de passar um tempo contei para meus alunos de que eu estava "de olho" em uma câmera digital do encarte, mas que no momento não poderia comprar, fugiria do meu orçamento e eu não poderia pagar, acho que foi um bom momento para que eles percebessem que todas as pessoas almejam comprar algo, e que às vezes precisa- se esperar, também acho importante a questão da responsabilidade em viver de acordo com planejamento econômico, em nosso país a taxa de inadimplência é muito alta, achei viável abordar o assunto, isto tornou a dificuldade econômica algo normal, imaginem a professora colocar que não pode comprar algo... acho que a partir daí meus alunos não se sentiram excluídos e inferiores pelas situações citadas.
Meus alunos criaram cardápios, convidaram pessoas para almoçarem com eles, calcularam gastos e depois racharam a conta com os demais convidados, foi um barato. No final escolheram um presente para suas mães. Cansativo... por não estarem habituados com a atividade exigiram muito de mim, mas valeu à pena!
Um fato que me chamou muito a atenção foram os comentários de alguns alunos, na hora em que exploravam o encarte, sobre o fato de nunca terem podido comprar alguns itens, seus pais alegavam não ter dinheiro. Outros mostravam brinquedos que pediriam no Dia das Crianças, depois de passar um tempo contei para meus alunos de que eu estava "de olho" em uma câmera digital do encarte, mas que no momento não poderia comprar, fugiria do meu orçamento e eu não poderia pagar, acho que foi um bom momento para que eles percebessem que todas as pessoas almejam comprar algo, e que às vezes precisa- se esperar, também acho importante a questão da responsabilidade em viver de acordo com planejamento econômico, em nosso país a taxa de inadimplência é muito alta, achei viável abordar o assunto, isto tornou a dificuldade econômica algo normal, imaginem a professora colocar que não pode comprar algo... acho que a partir daí meus alunos não se sentiram excluídos e inferiores pelas situações citadas.
Confira alguns grupos trabalhando:
sábado, maio 01, 2010
Novas Propostas
Uma semana que começou bem e terminou melhor, assim resumo meu trabalho desta semana.
Mudar é preciso, este é o principal desafio do PEAD, que nós alunas, todas já regentes de classe, refletíssemos e repensássemos nossas práticas docentes, pois:
Mudar é preciso, este é o principal desafio do PEAD, que nós alunas, todas já regentes de classe, refletíssemos e repensássemos nossas práticas docentes, pois:
"É preciso ter coragem de mudar, de romper com o formal, com objetivismo, de
transformar o ato pedagógico num ato de conhecimento de vida, para que o
aluno saiba enfrentar a vida num processo dialético entre teoria e a prática."
(FAZENDA, 1991, p.61-62)."
Mas mudar realmente é muito difícil, para mim está sendo assim, esta semana estava muito ansiosa com minhas audaciosas propostas de trabalho, primeiramente com a produção de um álbum coletivo sobre os pontos turísticos de POA pelos alunos, após visitação da turma a estes, confesso que não acreditava que conseguiriam se apropriar de tantas informações, mas me surpreenderam.
Depois a ida até a Lan House, acreditava que seria tumultuada, perigoso, que os alunos não conseguiriam trabalhar em novo ambiente da internet como o pbworks, que não conseguiriam digitar o texto do grupo, quanto negativismo meu. Os alunos me deram um show de capacidade, eles, diferentemente de nós, não têm medo de errar, testam suas hipóteses e se erram as reformulam.
Enfim foi uma realização tão grande para mim esta semana, percebi também que não adianta negar a importância do uso do computador com meus alunos, era somente uma desculpa pela falta destes na escola, o trabalho no pbworks me deu novo ânimo e agora percebo a necessidade em oferecer novos recursos a estes. Acompanhe como foi nossa ida a Lan House na sexta- feira, 30/04/10, onde levei um representante por grupo.
quarta-feira, abril 28, 2010
BONS RESULTADOS
Esta semana de estágio começou com muitos bons resultados, confesso que temia a resposta de meus alunos na confecção do álbum coletivo sobre os pontos turísticos que visitamos na semana que passou, realmente deu certo... produziram um belo material, de forma muito consistente, realmente, nós adultos, subestimamos as crianças. Temia que não assimilassem informações sobre os aspectos históricos dos locais visitados, mas que nada deram conta do recado. Trabalhei com o projeto na segunda e terça- feira quando uma aluna chegou e me disse: professora não vamos fazer nada hoje também? tentei lhe explicar que nestes dois dias eles fizeram muita coisa, citei algumas para ela e acho que entendeu, ela é mais uma aluna acostumada a receber da educação tradicional, um acúmulo de informações, onde o bom professor é aquele que enche quadros e quadros de conteúdos. E agora levará certo tempo para que estes alunos aceitem uma nova proposta de trabalho. Mas cabe a nós, professores, em primeiro momento, aceitarmos como nos coloca Freire que: ..."ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção" e cabe aos alunos não aceitarem de que, conforme este autor:..."são seres programados, mas, para aprender".
Agora confira o álbum coletivo sobre os Pontos Turísticos de POA, construido pela turma 43:
Agora confira o álbum coletivo sobre os Pontos Turísticos de POA, construido pela turma 43:
terça-feira, abril 27, 2010
PASSEIO AOS PONTOS TURÍSTICOS DE POA
Na sexta- feira passada, 23 de abril, realizei com meus alunos uma visitação aos principais pontos turísticos de POA, para assim colocar em prática meu planejamento realizado nas interdisciplinas do semestre passado, Linguagem e Didática, e para acrescentar no pbworks de minha turma, as construções a partir desta proposta.
Como postei anteriormante em meu blog: Até realizávamos um passeio aos pontos turísticos, mas só depois de passar as informações sobre estes aos alunos... Agora primeiro fomos aos pontos turísticos para depois eles construírem as aprendizagens que vivenciaram.
Como postei anteriormante em meu blog: Até realizávamos um passeio aos pontos turísticos, mas só depois de passar as informações sobre estes aos alunos... Agora primeiro fomos aos pontos turísticos para depois eles construírem as aprendizagens que vivenciaram.
quinta-feira, abril 22, 2010
APRENDIZAGEM=TrocasDocentes e Discentes
Porém estou sem câmera digital e meu aparelho móvel não tira fotos, então na aula de terça-feira gostaria de tirar uma foto do mapa da sala que fizemos coletivamente, não tinha como o fazer, foi quando me lembrei do Gabriel, o aluno do celular, e pedi a ele, meu Deus um ato tão simples e que surtiu tanto efeito, acredito que nossos laços afetivos se fortaleceram, depois disto o Gabriel deixou de lado o aparelho e seguiu na aula. No final do turno veio conversar comigo de como salvaria as fotos, já que o cabo do celular não estava funcionando no seu computador, mas que daria um jeito de salvar as fotos. Penso que o Gabriel se sentiu útil, daí por diante não precisa mais chamar minha atenção, porque conseguiu isto me ajudando, daí vem-me as palavras de Freire (1999, p25 e 165): "... Não há docência sem discência..." "Quem ensina aprende e quem aprende ensina ao aprender." "... jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista."
sábado, abril 17, 2010
Primeira Semana
Esta semana foi de muita ansiedade e insegurança para mim. Realizei meu planejamento sem saber ao certo os recursos que estariam disponíveis para este.
Percebi também que meu planejamento está condicionado aos conteúdos planejados pelas colegas paralelas.
Na sexta-feira planejei ir até a sala dos professores para utilizar o computador a mim disponível para criação do pbworks coletivo com os meus alunos, chegando lá descobri que este estava sem conexão... Tive que apelar para o improviso, usei com eles o Paint e desenhamos o mapa da sala trabalhado em aula.Foi muito produtivo e percebi que eles tiveram mais facilidade com o programa do que desenhando manualmente em aula. Esta foi uma das produções:
Percebi também que meu planejamento está condicionado aos conteúdos planejados pelas colegas paralelas.
Na sexta-feira planejei ir até a sala dos professores para utilizar o computador a mim disponível para criação do pbworks coletivo com os meus alunos, chegando lá descobri que este estava sem conexão... Tive que apelar para o improviso, usei com eles o Paint e desenhamos o mapa da sala trabalhado em aula.Foi muito produtivo e percebi que eles tiveram mais facilidade com o programa do que desenhando manualmente em aula. Esta foi uma das produções:
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