Mostrando postagens com marcador Libras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Libras. Mostrar todas as postagens

sábado, outubro 31, 2009

O Garoto Selvagem


Assistir ao filme Menino Selvagem a principio me deixou um pouco assustada,confesso que não é o tipo de filme que gosto,mas com certeza necessário para que professores assistam e discutam sobre o fato.
Ao refletir sobre o filme ,me ficou claro que em hipótese alguma devemos privar uma criança, por ser diferente, do convívio humano, pois é através deste que a mesma aprenderá e se desenvolverá, através da observação e repetição da espécie. Impedir a interação é retardar sua aprendizagem e evolução.
Penso que é com base nisto que se lute pela “inclusão”, porém nossas escolas não possuem a estrutura necessária e forçar que isto aconteça talvez cause nas crianças diferentes o mesmo grau de derrota que aconteceu com Vitor, métodos inadequados produzem a fadiga e o desinteresse das crianças com necessidades especiais.
E por fim o carinho e a afetividade superam muitas barreiras existentes.

domingo, outubro 04, 2009

SEU NOME É JONES


Quinta-feira à noite(01/10/09)assisti ao filme Seu Nome é Jones solicitado na Interdisciplina de Libras ,e dormir após assistir um filme destes?...não,não,não foi fácil!minha vontade era de sentar na frente do computador e despejar minha indignação e pena de Jones,não pela surdez mas sim pela família e sociedade que o cercava.

Então resolvi dormir e deixar minha racionalidade voltar e a emoção acomodar.

No outro dia acordei refletindo sobre o fato de que os animais que nascem com alguma deformidade,são rejeitados pelos demais e às vezes até mortos por estes.E se o homem é um animal...este deve ser o primeiro sentimento ao se ter um filho "diferente"...rejeitar(inclusive vimos isto na cadeira de psico I),porém logo vem o fato da racionalidade humana e de que esta ser a única espécie que tem sentimentos...e aos poucos a família vai aceitando este novo membro.

LOGO:rejeitar um membro "anormal",é comum nos animais,porém os seres humanos são racionais e possuem sentimentos,então superam esta rejeição.Me confortei um pouco.

Analisando mais neutramente o filme percebi que os fatos aconteceram a muito tempo atrás,imagine médicos não diferenciando surdez de retardo mental?Hoje no próprio hospital,nas primeiras horas de vida,já pode ser feito o teste de audição.Porém será que os hospitais públicos realizam este teste?

Em relação a recusa e preconceito da sociedade,este fato sempre houve e sempre haverá,pois as pessoas custam a aceitar o diferente,só mesmo a informação poderá mudar isto."Ser diferente não é ser melhor nem pior é ser diferente,vimos isto no semestre passado,na cadeira de necessidades especiais."

Fiquei mesmo impressionada foi com o fato de como Jones sofreu submetido a métodos não adequados para que pudese se comunicar, e mesmo vendo que estavam errados a responsável pela escola não mudava de posicionamento proibindo a mãe de ensinar gestos a seu filho.Daí fiquei pensando...será que não podemos comparar este fato com alguns métodos em que subtemos nossos alunos ouvintes no passado????Jones foi submetido ao método de repetição,como fazíamos com nossos alunos de alfabetização,repetiam a letra...seu som...e tinham que encher linhas e repetiam ...e repetiam...será que aquilo era entendido por eles???

Enfim o que fica para mim é o fato de que existem muitos métodos para aprendermos algo e o que serve para um pode não servir para o outro e que tudo é válido na tentativa de aprender.Nunca devemos ser irreversíveis em nossos ideais e sempre questionarmos e avaliarmos em nossa doc~encia se o que utilizamos está surtindo bons resultados com nossos alunos.

Percebi a importância que os pais têm d eirem em busca de informações e alternativas para ajudarem seus filhos a superarem e evoluírem em suas deficiências.



quinta-feira, setembro 10, 2009

Aula Maravilhosa


Após a primeira aula presencial que compareci do Eixo VII,vim para casa maravilhada,confesso que não tinha conhecimento prévio desta disciplina,nem do que era a Lingua de Libras.Foi uma realidade da qual realmente eu desconhecia,não imaginava que nossa professora fosse surda,nem que existiam intérpretes para tal trabalho.Cada etapa do PEAD me enche mais de orgulho em ser aluna desta instituição,que professores maravilhosos,que níveis de conhecimento elevados demonstram para nós,que experiências de vida...Não sabia se prstava atenção na fala da intérprete,maravilhosa,contagiante, ou nos expressivos gestos da professora,que mesmo não falando com a voz,falava-nos com estes...que olhar... Acho que me senti como uma criança que entra na escola para ser alfabetizada... admira do que é capaz sua professora...fiquei pensando será que eu consegui me colocar no lugar destes alunos,pois fiquei com medo de me expor(por não dominar a Lingua de Libras),acho que nunca aprenderei esta lingua...que bom que a professora não fez conosco o que tantas outras que alfabetizam os ouvintes fazem...este aluno é burro...não sabe nada!Acho que eu me sentiria muito mal,acabaria com minha auto- estima.Aprendi que Libras não é uma linguagem,mas sim uma Língua,pois tem suas regras gramaticais e que estes sinais variam de acordo com seu país,as regiões,mas principalmente aprendi que as pessoas surdas foram atrás de uma maneira de se comunicarem e se incluírem na sociedade.Isto mostra que o ser humano,seja qual deficiência tiver é capaz de tudo,com suas dificuldades e limitações.