Analisando ainda o caso citado anteriormente sobre minha sobrinha em relação ao que vi nas Interdisciplinas do Eixo VII,penso se na Escola não conseguimos levar em consideração as especificidades de uma aluna vinda de uma proposta pedagógica, no caso os ciclos, para uma nova linha, como será esta escola capaz de suprir as necessidades dos surdos e mudos, que vimos em LIBRAS, ou dos alunos da EJA?
Após tudo que vivenciei e pratiquei no PEAD, chego a conclusão de que nosso sistema educacional não está "averto" para novas ideologias, no caso a inclusão. Somos vítimas de um sistema que não prepara- nos para lidarmos com alunos "diferentes", não estamos aptos para lidarmos com as especificidades de cada aluno. Ao invés do planejamento pedagógico estar mais preocupado com os alunos que "não aprendem",limita-se a atender os alunos com desempenho considerado melhor, excluindo assim, alunos com algum tipo de dificuldade, seja física, social, cognitiva.
Vimos na Inter de Didática, que o planejamento deve ser direcionado a comunidade que iremos atender, o que não é real, poucas vezes acontece. O sistema de avaliação adotado na maioria das instituições, não é coerente com novas propostas de ensino.Pude comprovar isto em meu estágio, quando propus um trabalho coletivo, percebi que precisava mudar minha forma de avaliar, tornado este ato cooperativo, o aluno só toma consciência de se desempenho quando se auto avalia, quando seu colega o avalia. Percebi que provas, testes não condizem com o real nivel cognitivo em que o aluno se encontra.
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segunda-feira, novembro 29, 2010
domingo, novembro 14, 2010
EIXO VII-REFLEXÃO 2
Em minha postagem anterior relatei um fato ocorrido com minha sobrinha em sua vida escolar. Agora quero refletir sobre estes aspectos e minhas aprendizagens no PEAD.
Primeiramente posso apontar o que aprendi neste aspecto em Psicologia, que é o fato de que alguns conteúdos não condizem com o desenvolvimento em que se encontra o aluno, no caso os conteúdos estão além da maturidade da criança.
Em didática vimos que os conteúdos devem ser de interesse da criança, e que o planejamento deve respeitar a realidade dos alunos, a avaliação deve ser um diagnóstico, integral e diária e diferentemente do que está acontecendo, estanque, de forma isolada e não condiz com a realidade;
Em linguagem vimos a importância em se trabalhar diferentes formas de textos para que a criança aprenda a interpretar, o que vemos no caso são conteúdos gramaticais;
Em matemática vimos que para trabalharmos os conteúdos precisamos que a criança já domine os pré-requisitos necessários, o que se vê é que mesmo a aluna não sabendo identificar as frações já foi trabalhadas as operações com as mesmas, também vimos a importância dos materiais concretos o que não foi utilizado com a menina.
Em Estudos Sociais vimos a importância de resgatar a identidade dos alunos e do mundo em sua volta, no caso em evidência segue-se conteúdos sem sentido para a criança, fora de sua realidade e entendimento.
Enfim acredito que o caso demonstre o contrário do que se deve seguir,ou seja, nos deparamos com uma aluna considerada uma tabula rasa, onde são depositados conteúdos e o professor sabe tudo e a aluna deve ouvir e decorar. A escola se preocupa em avaliar apenas o aluno num ato antidemocrático, onde o poder se detém ao professor. Neste caso a avaliação ao invés de auxiliar, se torna um instrumento de seleção e exclusão, alguns vencem outros não. Nem escola como instituição, nem professor são avaliados.
Primeiramente posso apontar o que aprendi neste aspecto em Psicologia, que é o fato de que alguns conteúdos não condizem com o desenvolvimento em que se encontra o aluno, no caso os conteúdos estão além da maturidade da criança.
Em didática vimos que os conteúdos devem ser de interesse da criança, e que o planejamento deve respeitar a realidade dos alunos, a avaliação deve ser um diagnóstico, integral e diária e diferentemente do que está acontecendo, estanque, de forma isolada e não condiz com a realidade;
Em linguagem vimos a importância em se trabalhar diferentes formas de textos para que a criança aprenda a interpretar, o que vemos no caso são conteúdos gramaticais;
Em matemática vimos que para trabalharmos os conteúdos precisamos que a criança já domine os pré-requisitos necessários, o que se vê é que mesmo a aluna não sabendo identificar as frações já foi trabalhadas as operações com as mesmas, também vimos a importância dos materiais concretos o que não foi utilizado com a menina.
Em Estudos Sociais vimos a importância de resgatar a identidade dos alunos e do mundo em sua volta, no caso em evidência segue-se conteúdos sem sentido para a criança, fora de sua realidade e entendimento.
Enfim acredito que o caso demonstre o contrário do que se deve seguir,ou seja, nos deparamos com uma aluna considerada uma tabula rasa, onde são depositados conteúdos e o professor sabe tudo e a aluna deve ouvir e decorar. A escola se preocupa em avaliar apenas o aluno num ato antidemocrático, onde o poder se detém ao professor. Neste caso a avaliação ao invés de auxiliar, se torna um instrumento de seleção e exclusão, alguns vencem outros não. Nem escola como instituição, nem professor são avaliados.
quarta-feira, outubro 13, 2010
REFLEXÃO EIXO V
Relendo as postagens do eixo V percebo como eram vagas e pouco desenvolvidas, mas tive a surpresa de perceber que as duas de mais expressividade foram na Interdisciplina de Psicologia da vida adulta, uma sobre a Epistemologia Genética e a outra sobre o desenvolvimento Moral, ambas assuntos do meu TCC. Porém nas postagens do eixo V não me interessava muito pelos assuntos abordados, mas hoje com a pesquisa e coleta de materiais estou gostando muito de estudar sobre os temas abordados por Piaget, naquela época não conseguia relacioná-los com a prática e hoje o faço. Lembrei ao ler as postagens anteriores de um acontecimento em meu estágio: quando aplicava um jogo na turma, onde quem acertasse a resposta de uma pergunta, ganharia uma bala, ao término desta atividade perguntei quem não havia ganho o prêmio e muitos que já haviam sido recompensados levantaram a mão, percebi que mesmo num momento de descontração seria importante intervir e trabalhar o valor da honestidade, pois para Piaget ( 1994)educar moralmente não se trata de meramente implantar valores e conceitos na criança e sim ajudá-las a compreender os mesmos. Desta forma a criança irá compreender o sentido das regras e leis necessárias para a vida em sociedade, e terá autonomia para decidir que rumo tomar.
quinta-feira, outubro 07, 2010
1ª Reflexão Eixo IV
Ao ler as postagens referentes ao Eixo IV, percebi que as mesmas incluíam todas as Interdisciplinas, porém muito pouco desenvolvidas. Também ficou evidente minha preferência pela área de Estudos Sociais, a qual gosto muito em minha prática pedagógica. Refletindo cheguei à conclusão de que as postagens não demonstravam o que via e aprendia no semestre, então fica difícil analisar estes aspectos. Relendo meus trabalhos relembrei como as Interdisciplinas deste semestre estavam ricas em informações, trabalhamos com o Zeca na construção de conceitos na área de Ciências com as crianças, a atividade principal foi a elaboração de um projeto, este que posteriormente executei com minha turma de estágio e foi muito positivo. As Inter andavam lado a lado, abordando os mesmos conceitos em suas específicas, trabalhando interdisciplinarmente. Em Estudos Sociais vimos a construção da noção de espaço e tempo com as crianças, o que me parecia ser inato nestas, era algo que precisava ser construído e muito difícil e trabalhoso de se formar. Em matemática foi bem legal a maneira como trabalhamos, porém penso que houve acúmulo d e atividades, sem reflexão das mesmas, as minhas no caso, só foram comentadas depois do término do semestre, não deu tempo de reformulá-las e aprender com meus erros.
Mas enfim usei muito do que aprendi nestas três Interdisciplinas no decorrer do meu estágio.
Percebi também, que em minhas postagens referentes ao Eixo IV, questionava muito a importância de conhecer a teoria...que ignorância...hoje estudando para a produção do meu TCC, percebi que conhecer a teoria é fundamental, estou muito envolvida, principalmente com as aprendizagens sobre Piaget e seu legado de informações fundamentais para o entendimento de minha prática. Às vezes somos tão relutantes em aprender algo novo, que perdemos tempo...percebo por mim que estudando para meu TCC estou entendendo fatos que não entendia antes relativos à formação das crianças, como é importante explicar a prática.
Mas enfim usei muito do que aprendi nestas três Interdisciplinas no decorrer do meu estágio.
Percebi também, que em minhas postagens referentes ao Eixo IV, questionava muito a importância de conhecer a teoria...que ignorância...hoje estudando para a produção do meu TCC, percebi que conhecer a teoria é fundamental, estou muito envolvida, principalmente com as aprendizagens sobre Piaget e seu legado de informações fundamentais para o entendimento de minha prática. Às vezes somos tão relutantes em aprender algo novo, que perdemos tempo...percebo por mim que estudando para meu TCC estou entendendo fatos que não entendia antes relativos à formação das crianças, como é importante explicar a prática.
Certa vez ouvi a seguinte frase:"Os filhos de pedagogos são os mais mal educados..."Hoje entendo o que isto quer dizer. Um exemplo bem comum que lembrei é de quando uma criança mente. Os adultos criticam e a chamam de "mentirosa", nós pedagogos, entendemos que isto é normal em certa fase infantil em seu desenvolvimento, vamos ajudá-la a superar isto, sem brigas e represálias.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Conclusão Eixos I,II,III
Cursei o Magistério em uma escola muito conceituada neste curso, porém, naquela época, seguidora de uma pedagogia muito tradicional. E assim fui formada, uma professora seguidora de uma proposta muito tradicional na educação.
Um ano após concluir o curso de Magistério, comecei a lecionar e então me defrontei com uma nova proposta pedagógica no ano de 1990, o construtivismo. Mas esta proposta ia contra muitos aspectos que aprendi no curso de Magistério e não fui adepta a proposta, negando-me a estudar sua teoria, talvez por acomodação e medo do novo.
Mas no decorrer de todo Pead, acredito que as atividades estudadas contemplavam esta proposta, fui aos poucos entendendo e conhecendo a teoria construtivista e a importância da mesma para a construção do conhecimento pelo aluno. No meu estágio não pude mais fugir e meu planejamento foi direcionado ao construtivismo, precisava por em prática minha nova visão pedagógica, não formada pelo modismo mas pela convicção de que necessitava rever minha forma de trabalho, refletindo sobre o mesmo cheguei a conclusão de que não proporcionava ao meu aluno a oportunidade dele próprio construir seu conhecimento, apostava mais na quantidade de conceitos por mim repassados a eles do que se eram significativos. Também não oportunizava a troca e o trabalho coletivo em sala de aula, minha visão era de que o aluno deveria trabalhar individualmente e disciplinadamente, assim nenhum aluno iria na "carona do outro".
Então quando iniciei em meu estágio,o mais difícil foi propor o trabalho coletivo em sala de aula, não acreditava muito em trabalho grupais, pensava que meus alunos não fossem capazes de responder às propostas planejadas por mim e que apenas alguns alunos realizariam as atividades no grupo e os demais não participariam destas., apenas ficariam dispersos durante o trabalho, o que gerava barulho e desordem.
No inicio de minha nova prática foi terrível, muito barulho, bagunça, rejeição pelos alunos em trabalhar coletivamente, e crítica quanto a disciplina da turma por alguns colegas.
Até que na sétima reflexão semanal do estágio, percebi que a turma estava muito habituada ao trabalho em grupo, organizando-se instantaneamente e autonomamente e as produções dos grupos superavam minhas expectativas. Além de que a cada dia percebia que os alunos ajudavam-se mutuamente e dificuldades trazidas por eles estavam sendo sanadas coletivamente. Uma destas dificuldades estava na interpretação textual individual, quando a realizava no grande grupo os alunos conseguiam interpretar oralmente através da discussão coletiva, apresentando ótimos resultados.
respondendo ao questionamento da minha tutora do SI poderia evidenciar minha mudança nesta postagem, mas seria pouco.Seria apenas uma...dentre tantas...poderia também citar minha mudança em outro aspecto que hoje percebo...sempre neguei a importância da teoria...mudei...realizando estudos para a produção do meu TCC percebo como a mesma é importante...como explica nossa prática, que aprendemos através de observações de colegas...de idéias...mas tudo é explicável na teoria...
Penso que fiz o processo inverso, deveria ter estudado a teoria para partir para a prática, mas não foi assim. A partir da prática, me interessei em conhecera teoria.
Um ano após concluir o curso de Magistério, comecei a lecionar e então me defrontei com uma nova proposta pedagógica no ano de 1990, o construtivismo. Mas esta proposta ia contra muitos aspectos que aprendi no curso de Magistério e não fui adepta a proposta, negando-me a estudar sua teoria, talvez por acomodação e medo do novo.
Mas no decorrer de todo Pead, acredito que as atividades estudadas contemplavam esta proposta, fui aos poucos entendendo e conhecendo a teoria construtivista e a importância da mesma para a construção do conhecimento pelo aluno. No meu estágio não pude mais fugir e meu planejamento foi direcionado ao construtivismo, precisava por em prática minha nova visão pedagógica, não formada pelo modismo mas pela convicção de que necessitava rever minha forma de trabalho, refletindo sobre o mesmo cheguei a conclusão de que não proporcionava ao meu aluno a oportunidade dele próprio construir seu conhecimento, apostava mais na quantidade de conceitos por mim repassados a eles do que se eram significativos. Também não oportunizava a troca e o trabalho coletivo em sala de aula, minha visão era de que o aluno deveria trabalhar individualmente e disciplinadamente, assim nenhum aluno iria na "carona do outro".
Então quando iniciei em meu estágio,o mais difícil foi propor o trabalho coletivo em sala de aula, não acreditava muito em trabalho grupais, pensava que meus alunos não fossem capazes de responder às propostas planejadas por mim e que apenas alguns alunos realizariam as atividades no grupo e os demais não participariam destas., apenas ficariam dispersos durante o trabalho, o que gerava barulho e desordem.
No inicio de minha nova prática foi terrível, muito barulho, bagunça, rejeição pelos alunos em trabalhar coletivamente, e crítica quanto a disciplina da turma por alguns colegas.
Até que na sétima reflexão semanal do estágio, percebi que a turma estava muito habituada ao trabalho em grupo, organizando-se instantaneamente e autonomamente e as produções dos grupos superavam minhas expectativas. Além de que a cada dia percebia que os alunos ajudavam-se mutuamente e dificuldades trazidas por eles estavam sendo sanadas coletivamente. Uma destas dificuldades estava na interpretação textual individual, quando a realizava no grande grupo os alunos conseguiam interpretar oralmente através da discussão coletiva, apresentando ótimos resultados.
respondendo ao questionamento da minha tutora do SI poderia evidenciar minha mudança nesta postagem, mas seria pouco.Seria apenas uma...dentre tantas...poderia também citar minha mudança em outro aspecto que hoje percebo...sempre neguei a importância da teoria...mudei...realizando estudos para a produção do meu TCC percebo como a mesma é importante...como explica nossa prática, que aprendemos através de observações de colegas...de idéias...mas tudo é explicável na teoria...
Penso que fiz o processo inverso, deveria ter estudado a teoria para partir para a prática, mas não foi assim. A partir da prática, me interessei em conhecera teoria.
segunda-feira, setembro 13, 2010
No inicio foi assustador-EIXO II
Navegando pelas interdisciplinas inativas do ROODA, pude relembrar de uma das inter do eixo I, a TICS. Meu Deus como evolui! Abri um de meus trabalhos que era de publicar um jornal, nem a formatação básica eu sabia. quando a disciplina foi nos apresentada eu quase tive um "surto", pois eu não sabia nada além de acessar o google eo site do banrisul para verificar minha conta bancária... agora percebo que a passos lentos adquiri muito conhecimento e principalmente a consciência do uso das tecnologias em sala de aula. Parando para pensar em meu estágio e lendo uma das reflexões em que eu estava deslumbrada com a criação do pbworks coletivo da minha turma, utilizando-me até mesmo de uma linguagem virtual e de diferentes amientes virtuais na sociedade em que atuo, materializou-se para mim meu crescimento profissional após o PEAD. Sei que é só um inicio e que as tecnologias mudam a cada dia, mas o principal é que eu mudei como professora, e nem sempre tinha percebido isto.
quarta-feira, setembro 08, 2010
1ª Reflexão-EIXO I
Revendo minhas postagens referentes ao primeiro semestre do PEAD, tive uma surpresa ao ver que tinham reflexões sobre as interdisciplinas e seus conteúdos,até mesmo relacionando com minha prática pedagógica. Percebi que a inter que mais me fazia refletir e postar era a de Escola, Cultura e Sociedade, pude fazer um aprofundamento maior sobre estudos rrealizados de grandes personalidades da história, como Engels, Marxs, Durkheim,Kant,Engels, Emil Maximilian Weber. relembrei que as atividades eram postadas no blog, talvez por este motivo eu só postava reflexões sobre esta inter.Mas o que me chamou mesmo a atenção foi em uma de minhas postagens sobre Durkheim, de que : "Os indivíduos formam a sociedade.Vivendo em sociedade o homem difere dos animais, desenvolvendo sua inteligência,tornando-se verdadeiramente humano. A sociedade inibe nossos instintos, sentimentos... impõe regras." Cito esta passagem por acreditar que vai de encontro ao meu tema do TCC que é a importância do trabalho em grupo em sala de aula, de acordo com o autor citado vivemos em grupo e por isso precisamos respeitar regras.
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